sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Então é natal...


Dezembro é um mês complicado.
Eu passo o mês correndo contra o tempo. Uma coisa de louco!
Preciso entregar os trabalhos no final de semestre, dar conta dos processos antes da justiça entrar em recesso, cumprir prazos, milhares de reuniões e encontros de amigos centenas de anos atrás, cliente chato pegando no pé, aniversário de tia, prima, irmã, avó, amiga, natal, ano novo, presente...

Sabe de uma coisa?
Desculpa àqueles que eu deixei na mão, mas joguei tudo pro alto!
Não retribui nenhum desejo de boas festas, não abracei ninguém, não comprei presentes, nem roupas novas e também não fiquei ligando pras pessoas para dizer o quanto eu gosto delas.
Não vou comparecer ao aniversário de ninguém (nem o da minha irmã), nem fazer amigo oculto nenhum!

Dezembro é um mês que gera um certo incômodo.
A gente gasta mais do que ganha, se endivida pra agradar meio mundo, fica disputando espaço dentro de lojas abarrotadas e sempre se estressa nessa corrida contra o tempo.
Tem esse calor do cramunhão só pra me deixar com a cabeça ainda mais quente!

Ainda tem aquele balanço mental que todo final ano a gente faz e to cansada desse saldo eternamente negativo.
E fala sério, ninguém aguenta mas os especiais do Roberto carlos na Tv!

Sabe de uma coisa?
Eu vou viajar!
Beijão a todos e que venha 2010!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Quem disse que é fácil?

Hoje precisei dar o morcego, um labrador preto.
Os novos donos ficaram apaixonados quando viram - de fato ele é lindo - e ainda ficaram de dar resposta se vem buscar a fêmea.
Sou perdidamente apaixonada pelos meus cachorros, mas por causa da obra aqui em casa não temos mais lugar pra tanto cachorro (4 labradores e um poodle), eles não estavam bem cuidados e decidi que pelo menos os mais novos tem mais chances de ter donos que darão melhores condições pra eles.
Estou arrasada.
Eu não conseguia nem ver o casal saindo daqui de casa com ele no colo.
Estou com uma vontade enorme de chorar... Vou demorar dias até me acostumar que ele não é mais meu até porque esse não era o desejo do meu coração.
Ahhhhhhhhh =(

domingo, 29 de novembro de 2009

Faz Bem!

Essa semana fiquei doente, com a vias aéreas infeccionadas.
O pior de tudo era ter febre, mal conseguir falar ou comer, mas não poder se cuidar como deveria porque é final de semestre no Mestrado e os professores não entenderão isso.

Já devem ter reparado no "Music Playlist" que coloquei no cantinho da tela.
A princípio, achei que iria incomodar, já que o tipo de música escolhida não é uma unanimidade. Mas enfim, como isso aqui é um espaço meu que compartilho com outras pessoas, o ideal é que as músicas escolhidas sejam as que tem a ver comigo. =)

Não selecionei as mais famosas desses artistas ou as minhas preferidas, mas as levo pra onde eu for em meu Ipod. É como se eu tivesse a necessidade de ser embalada por elas em todos os momentos da minha vida. Ainda por cima, é uma forma de mostrar que tem muita coisa boa por aí que não toca nas Rádios.
Aliás, é muito raro um programa de Rádio que toque coisa boa.

Não é uma lista definitiva e aos poucos vou modificando:
1.Fool For Your Loving - Whitesnake
2.Bring Your Daughter To The Slaughter - Iron Maiden
3.Strange Kind Of Woman - Deep Purple
4.We Can Work It Out - The Beatles
5.Here I Go Again - Whitesnake
6.2112 Part 1 - Rush
7.2112 Part 2 - Rush
8.2112 - Part 3 - Rush
9.I Want It All - Queen & Paul Rodgers
10.Try - Janis Joplin
11.Feeling Good - Nina Simone
12.Since I've Been Loving You - Led Zeppelin
13.Flight Of Icarus - Iron Maiden
14.Something - The Beatles
15.Circumstances - Rush


Por fim, a únca coisa que se salva na Tv nos finais de semana são os programas de Esporte. Deprimente...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não vale a pena


F. era o menino mais gato da minha turma no Ensino Médio.
Cheguei a me matricular em uma turma de karatê e ir até a faixa laranja só pra ficar perto dele. E de fato viramos bons amigos. =)
O meu primeiro show do Iron Maiden em 1996 foi ele quem me levou, fomos a outros shows juntos... Mas sempre como amigos.

Só que conforme íamos nos conhecendo, mais eu ia notando umas "incompatibilidades".
Minhas amigas achavam um absurdo o meu desinteresse crescente, algumas ficavam me incentivando dizendo "usufrui amigaaaa!", mas não rola!
Definitivamente, não dá!

Um belo dia eu resolvi topar um convite pro cinema. Claaaro que fui ciente de que o cinema era um pretexto para uma investida.
Primeiro ele se atrasou uma meia hora e confessou que tinha ido ao cabelereiro acertar o corte e fazer as unhas! o.O
Eu juro que nunca tinha visto algo parecido! Nem eu que sou mulher me preocupei com isso!

Ao longo do caminho ele revelou que estava mal, muito mal com algumas coisas que estavam acontecendo e eu toda preocupada que fosse algo grave quis saber o motivo.
"Vai fazer um mês que estou sem malhar..." foi a resposta. o.O
Que coisa terrível isso! De fato deve ser algo angustiante ficar taaaanto tempo sem ir na academia... A vida perde o sentido!

E pra finalizar, como um golpe por ter resistido uma tarde inteira ouvindo ele falar sobre como uma dieta sem sal ajuda a secar o corpo e cortar o carboidrato ajuda a emagrecer, tive que assistí-lo ficar inconformado com um casal de gordos que comia um Macnífico com Bacon ao nosso lado no McDonald's. Como pode uma pessoa gorda ser feliz daquele jeito???
É, ele aceitou me acompanhar no lanche!

Na hora do mocinho deixar a mocinha em casa eu logo avisei que iria sozinha, pra não se incomodar com isso, que não gosto que minha família veja as pessoas com quem saio.
Mesmo assim ele insistiu e todo mundo sabe que no final do encontro o mocinho beija a mocinha. E eu lá aflita, sem saber como fazer pra fugir dele.
Que terrível!
Que terrível gente!

Confesso que ele é gente boa pra caramba. Mas não basta ser legal, eu não suporto narcisismo combinado com taaanta futilidade!
De fato, não é a toa que ele é um gato. Educado, cheiroso e com uma aparência meticulosamente bem cuidada ele consegue chamar atenção por onde passa. Quando pegamos o metrô a mulher do bilhete ficou encarando ele sem parar e ele todo sem jeito ao meu lado (como se eu fosse me importar com isso). Aliás, creio eu que deve ter muita bicha apaixonada por aí.
Maaaaaaas esse aí nunca vai passar de um bom amigo para diversão!

Ficou de lição: Seja por insegurança, carência ou insistência dos amigos, jamais traia a si mesmo. É horrível!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não precisa concordar.

Não sei quanto a vocês, mas eu não acredito que um único ato, o uso de um simples vestido é capaz de provocar tamanho alvoroço e reprovação pública.
É lógico que não acho razoável ou minimamente aceitável a humilhação e execração de uma pessoa por isso, é claaaaaro!
Melhor deixar isso bem nítido agora antes que pensem que estou de acordo com o que fizeram.

Ainda que muita gente fique com esse papinho mole de direitos iguais, a verdade é que a nossa sociedade é machista. Quando me deparo com um problema desses, não perco meu tempo com como as coisas deveriam ser e sim como elas são!
Por mais que não vivamos em um país mulçumano ou na Inglaterra do Século XIV, essa tal igualdade que tem um monte de "mulher de bigode" aí batendo o pezinho em sua defesa não é de fato, apenas de direito. Tá láaaa no papel, todo bonitinho e fica bem em qualquer discurso pra frentex.

Toda menina cresce ciente do que a espera na rua. Toda menina sabe a importância de um vagão só para mulheres no trem, que somos constrangidas e assediadas diariamente por homens grosseiros e que nenhuma mulher usa roupas curtas toda se querendo a não ser que queira chamar atenção.
O bom senso dita as regras. Não adianta querer fugir disso.
Duvido muito que com aquele vestidinho vulgar e tantos outros que ela já assumiu que usa mesmo, conseguiria entrar em alguns prédios ou repartições públicas.
Se ela estivesse indo numa boate, eu nem diria nada... Estaria mais do que certa!

Aliás, voltando ao que eu dizia lá no começo. O problema não está só no vestido. Pra mim, aquilo foi só a ponta do iceberg.
Tá, o corpo é meu e eu faço o que quiser! Mas temos grande responsabilidade pela imagem que projetamos. E tenho certeza absoluta que outra menina com uma roupa curtinha não provocaria aquela reação.
Conseguem perceber a diferença?
Essa menina tinha uma conduta, um modo de se vestir que já causava reprovação das pessoas a algum tempo já.
Não é a roupa, é ela!

Nós não somos o que falamos, mas o que fazemos.
Ainda que ela se vista dos pés a cabeça, irá levar consigo o estigma de ser a "puta da Unibam", o que é muito triste pra qualquer menina!
Fico pensando como será difícil pra ela tentar apagar essa imagem. E não será dando entrevista na TV se justificando.

Ela vai andar de cabeça erguida insistindo que não fez nada; Vai ganhar processos na justiça contra os responsáveis, afinal a Universidade e aquelas pessoas erraram; O vídeo que nós todos estamos cansados de ver é lamentável; Ganhou bolsas de estudos em outras universidades; Está tendo seus 5 minutinhos de fama dando entrevistas nesses programas xexelentos de fofoca; E talvez até ganhe dinheiro com isso, posando na playboy.

Sabe de uma coisa?
No final das contas, ela saiu no lucro com tudo isso!
Agora, ninguém vai me convencer de que ela é uma ingênua que não sabia que ao sair vestida daquela forma poderia sofrer algum tipo de assédio.

domingo, 8 de novembro de 2009

Continuando...

Terminei minha leitura "secreta" hoje pela manhã.
Não, não fiquei irresistível, menos tímida e nem tem ninguém me olhando diferente pela rua...
Mas de fato o livro tem umas dicas interessantes, propõe uma nova forma de encarar os relacionamentos e as pessoas do sexo oposto.

A parte mais interessante foi quando ela nos ajuda a identificar pequenas falhas e incompatibilidades que mais tarde pode nos trazer algum tipo de sofrimento.
O difícil foram uns exercícios de instrospecção que trouxeram a tona algumas mágoas do passado que eu tinha enterrado pra não mais sofrer. Assim que terminei o livro, depois de tanto pensar no fim do meu namoro e em algumas coisas que me trouxeram angustia, nos meus erros, nos dele também, chorei por meia hora no chuveiro pra ninguém ver, é claro!
Acho que fazia uns dois anos que não chorava...

Também ví que até hoje não consegui construir nenhum relacionamento com as pessoas que apareceram, não porque eram pessoas desinteressantes ou porque falharam comigo, mas eu ainda estava ferida e não estava pronta para encarar um novo relacionamento. Por conta disso descontei minhas mágoas nas pessoas erradas e isso não é legal! =)
É claro que eu não precisava de um livro pra chegar a essas conclusões! Mas também ele não é de todo inútil. Ele me motivou a tomar pequenas atitudes que eu já vinha pensando a algum tempo.

Procurei duas pessoas do passado, uma delas me adicionou no msn e no icq de volta (me perdoou) e a outra conversou comigo, comentou que não sabia que agir diante das minhas reações e que a minha postura era pouco aproximativa e blá blá blá. Eu nem sabia que passava essa imagem pros homens!
Também pedi perdão à uma amiga que julguei mal, conversamos por telefone e ela disse "S, é você mesma???". Sim, soy Jo!

Fui perguntar pra minha irmã de quem era o tal livro (obviamente não contei que havia lido) e ela disse que é de uma amiga. Pensei comigo mesma "Putz! Que meeeeerda eu fiz! Grifei e rabisquei o livro da mulher todo!". Mas não falei nada né! hehe
Ela também disse que gostou deum outro que também está na estante.
Fiquei curiosa para saber qual é, mas nem chego perto. Vai que eu acabo lendo também!

Pra fechar o fds com chave de ouro eu só precisava de um porre com os amigos. Isso sim é a melhor terapia que existe!

sábado, 7 de novembro de 2009

É irresistível


Hoje cedo, quando fui à estante pegar livros para colocar meu trabalho em dia e esse aí chamou minha atenção.
Eu costumo torcer o nariz para livros de auto-ajuda, com conceitos pré-fabricados, essa coisa barata que vende aos montes por aí prometendo a fórmula da felicidade e do sucesso.
Então, não riam de mim, seja pela escolha ou pela contradição em que me coloco.
Estou meio com vergonha de assumir que peguei pra ler... E pior, estou gostando!
A leitura é fácil e agradável. E apesar de não concordar 100% com todas as dicas da autora, achei que precisava delas e até destaquei algumas para dar maior ênfase.
Temo que um livro com esse título cause a impressão de que estou carente demais ou desesperada para desencalhar. Por isso, jamais vou circular com ele por aí. Mas a verdade é que estou adorando!
Então, se alguém disser por aí que andei lendo livros de auto-ajuda para relacionamentos eu nego até a morte!